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Segunda edição de livro de pesquisador da Ufam aprofunda estudo sobre imaginário e religiosidade amazônica

  • Publicado: Sexta, 25 de Setembro de 2026, 17h32
  • Última atualização em Sexta, 25 de Setembro de 2026, 17h33

Obra de Gleilson Medins incorpora resultados da pesquisa de doutorado e propõe nova leitura sobre o fenômeno sociorreligioso do Corpo Santo, em Coari.

Uma manifestação de religiosidade popular preservada há gerações por moradores de uma comunidade ribeirinha de Coari, no interior do Amazonas, ganha uma nova interpretação na segunda edição do livro Corpo Santo: o sagrado a partir do imaginário dos moradores de Terra Preta, em Coari-AM, de Gleilson Medins. A nova edição incorpora os desdobramentos da pesquisa de doutorado do autor e aprofunda a investigação sobre o imaginário presente nessa experiência sociorreligiosa.

Mais do que uma atualização da primeira edição, o novo livro amplia o olhar sobre o fenômeno estudado. A pesquisa passa a explorar de maneira mais aprofundada o papel das imagens, dos símbolos, dos mitos, da memória e das experiências coletivas na construção dos sentidos atribuídos ao Corpo Santo pelos moradores de Terra Preta, comunidade localizada às margens do Lago do Mamiá.

O estudo parte de uma perspectiva multidisciplinar que aproxima Comunicação e Imaginário, articulando a Folkcomunicação, a Teoria da Complexidade e a Teoria Geral do Imaginário. A proposta é compreender como diferentes formas de comunicação — da oralidade aos ritos, gestos, narrativas e objetos de devoção — participam da preservação e da atualização de uma experiência religiosa compartilhada pela comunidade.

A aproximação entre Comunicação e Imaginário constitui um dos principais diferenciais da nova edição. Ao reunir essas duas perspectivas para interpretar uma manifestação específica da religiosidade popular amazônica, Gleilson Medins amplia as possibilidades de compreensão do fenômeno e evidencia dimensões que ultrapassam a própria experiência religiosa.

Na obra, o Corpo Santo não é analisado a partir da tentativa de comprovar ou contestar a crença. O interesse está em compreender como ela se constitui no imaginário coletivo e como seus símbolos, narrativas e práticas ajudam os moradores a interpretar a realidade, estabelecer vínculos e atribuir significado às próprias experiências.

A primeira edição já investigava o Corpo Santo a partir dos processos comunicacionais presentes na cultura popular. A segunda, construída a partir do amadurecimento da pesquisa no doutorado, avança sobre essa perspectiva e mergulha nas estruturas simbólicas que dão sustentação à manifestação. O resultado é uma leitura ampliada de um fenômeno que permanece vivo na memória e no cotidiano da comunidade.

 

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