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20 de Outubro - Dia do Arquivista: o profissional de todos os tempos

  • Publicado: Quarta, 20 de Outubro de 2021, 16h05
  • Última atualização em Quarta, 20 de Outubro de 2021, 16h06

No dia do arquivista celebramos o profissional que investiga o passado, interpreta o presente e projeta o futuro.

 

Selecionar, classificar, arquivar, dar acesso à documentos e informações: gerenciar documentos e informações. Estes são resumos de algumas sentenças do dicionário sobre este profissional, que talvez seja o mais incompreendido dos profissionais da Informação. De fato, as tarefas acima fazem parte do arcabouço teórico-prático dos arquivistas. No entanto, o nome das atribuições acima mencionadas pode denotar uma falsa impressão, como se esses procedimentos fossem tarefas simples, que qualquer pessoa comum poderia realizar. E não é.

É absolutamente complexo o universo conceitual-teórico-prático do arquivista, tornando sua formação complexa e interdisciplinar. Afinal, a pesquisa (que é a busca pelo conhecimento) está em todos os processos de formação e/ou atuação do arquivista. Muitas vezes é ele aquela pessoa que está trabalhando enquanto você está dormindo, que investiga/apura exaustivamente uma informação até poder entrega-la a você com a melhor verossimilhança possível, a fim de municia-lo dos melhores elementos para que você encontre o que precisa para formular um novo conhecimento.

O mundo não muda sozinho. Ele precisa de ações coletivas das pessoas para que possa elucidar suas transformações (boas ou más). E quando falamos em promoção de mudanças, também lembramos da importância que os livros tem. Um dia, um certo sábio disse que “livros não mudam o mundo. Livros mudam pessoas”. Também passa por aí (pelos livros) o papel do arquivista. Graças a destreza e perspicácia do arquivista, você encontra nos Arquivos e documentos (de qualquer natureza) a reunião das principais informações sobre sua cidade, seu país, sobre o mundo e até mesmo sobre você, como agente constituinte daquilo que chamamos de “humanidade”.

E você aí pensando que arquivista é aquela pessoa obcecada por papel amarelo, poeira e mofo, não é? (Risos) ... esta data também serve para isso, para comemorarmos os avanços que esta profissão alcançou ao longo do tempo, e hoje desponta como uma das profissões mais tecnológicas do mercado. O papel foi (e ainda é importante), mas as transformações tecnológicas sofridas pela humanidade planetária foram estrategicamente absorvidas pelos arquivistas, que otimizaram suas atividades (especialmente na formação acadêmica de novos profissionais) com a apropriação dinâmica de todas as telas.

Ironicamente, a estrutura tecno-instrumental favoreceu a imersão interdisciplinar subjetiva da arquivologia no Brasil e no mundo. A partir do surgimento de toda a sorte de TICs, os arquivistas aprimoraram dois aspectos cruciais e existenciais da sua profissão: a pesquisa e o acesso à informação. E desta forma, os arquivistas passaram a expandir sua abrangência científica dialogando com outras ciências e áreas do saber, como a Sociologia, a Comunicação e a Antropologia, por exemplo. Agindo como “piratas do saber” (crivo de Edgar Morin) os arquivistas vão à fundo nas questões étnicas, culturais, políticas, socioeconômicas, religiosas, com muita perícia e alteridade. Tudo para entregar à sociedade o melhor de sua interpretação sobre o mundo sensível e o mundo histórico. Porque, às vezes meus amigos, um documento vale muito mais do que parece (ou nem vale). E o que está escrito não releva nem metade do que deveria.

Afinal, a vida é complexa. Por isso, a arquivologia também é. Os arquivistas estão antenados em acompanhar, investigar, compreender e interpretar todas as transformações sociais do planeta, sobre tudo o que importa à vida social das pessoas. E para isso é preciso ser dinâmico, perspicaz, apaixonado e criativo. E essas características já não sobrevivem aprisionadas em alguns metros quadrados de papel amarelado, poeira e mofo. Afinal, o arquivista é um importante cientista do século XXI e a sociedade precisa dele saudável, e não doente.

A formação em Arquivologia se dá através de curso superior e foi com a promulgação da Lei nº 6.546, de 4 de Julho de 1978, que a profissão, juntamente com a de Técnico em Arquivo, foi regularizada e oficializada no país. O curso de arquivologia da Faculdade Informação e Comunicação da Ufam tem 12 anos de existência e está em franco desenvolvimento para adequar suas atividades acadêmico-científicas a tudo isso que tratamos aqui. Seu colegiado conta com 6 professores, entre mestres, doutores e doutorandos. Para saber mais sobre o curso de Arquivologia da FIC acesse o menu lateral esquerdo do nosso site.

Por: Gleilson Medins

 

 

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